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13.9.09

Vou já rapidamente à minha vida

Há meses que não acrescento aqui um caracter que seja, e muito sinceramente, não tenho tido saudades de o fazer, porque a minha vontade de escrever diluiu-se estranhamente — sem uma razão perceptível, pelo menos, neste momento em que escrevo —, para lá das questões da disponibilidade, escassa, quase nula: entre a paternidade e o trabalho, constato, há uma nesga de tempo útil para fazer absolutamente nada, um reles mas delicioso intervalo em que faço um esforço por travar o pensamento e cair no desleixo, afundado num sofá madrugador, numa televisão fora de horas e, às vezes, até num cigarro, só para contrariar o sono que ameaça chegar e acabar com o gozo que é suspender-me um bocadinho.

Por isso, tenho a sensação que esta treta de blog está mais que morta, é múmia faraónica, com muitos mil anos de finada. Recuperar isto é coisa que não está nos meus planos mais imediatos, sem pena de ninguém, porque não há quem venha aqui ver como não andam as coisas. Nem mesmo eu. Hoje, passei aqui por acidente, apenas isso, mas vou já rapidamente à minha vida.



Um abraço a todos e até qualquer dia, aqui, ou talvez não.