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28.4.09

Efemér(d)ide

Há muitas horas que ando a pensar nisto: o Planeta é grande, mas não sei se existe na Terra outra (quase) democracia como a nossa. Em Portugal, 35 anos depois da Revolução de Abril, apenas 35 anos depois da Revolução de Abril, a televisão e a rádio do Estado estendem as respectivas antenas (salvo seja) para saberem o que pensa o povinho sobre o defunto carniceiro que extirpou a Liberdade a milhões durante décadas neste país. Foi ontem, no Antena Aberta da RTPN/RDP Antena1: alguém gostou da redondeza do número e decidiu perguntar sobre os 120 anos que o peçonhento de Santa Comba teria celebrado se ainda por cá andasse. Porquê e para quê? Foi o que perguntei a mim mesmo... Talvez para inaugurar o largo que lhe fizeram lá na terrinha dele? — continuei a perguntar a mim mesmo...
Rebobinar a fita e passar os filmes de outros tempos para consciencializar as mentes de agora não pode implicar que se omita qualquer um dos lados da história, mas não me venham com enredos: o fulano foi mau, e isso, 35 (ou 350, 3500, 35000, etc...) anos depois da Revolução de Abril, NÃO PODE SER ESQUECIDO. Nem mesmo quando os servicinhos públicos tentam pôr umas florezinhas ou descaradamente propagandeiam os rostos do terror e da opressão como grandes estadistas que, sim, pá, fizeram coisas más, pá, mas foi naquela altura e, pá, as ideias deles até eram a olhar para o bem do país, pá, pelo menos nas cabeças deles, pá, pronto, pá, há que saber perdoar, pá, democracia também é isso, pá, saber perdoar, pá, porreiro, pá...
Por mim, p(r)á p*** que os pariu!

23.4.09

Felicitações

Há dias, a pediatra do pequeno J. decretou o que eu já esperava: o miúdo tinha de começar a fazer nebulizações. Pouco depois, eu, a mãe e o rebento estacionámos numa farmácia para comprarmos um nebulizador. Registámos com atenção as explicações do farmacêutico, o que não dispensou a leitura das instruções de funcionamento do aparelhinho ultra-sónico e caro como o caraças.
As primeiras palavras que se podem ler nesse papelinho puseram-me a rir: o fabricante deu-me os parabéns por ter escolhido o modelo XPTO da marca YZT... Para mim, foi qualquer coisa como estar com uma fractura exposta numa perna, entrar num hospital e o pessoal das urgências felicitar-me por ter escolhido aquela unidade, mas já depois da equipa do 112 que me socorreu ter feito o mesmo por ter escolhido o serviço nacional de emergências e não uma marca concorrente.

Vem aí a pequena S.

Não falta muito para o universo do Grande Porto ficar ainda mais bonito. A pequena S. está quase, quase a nascer, e cá para nós que ninguém nos ouve, ando mortinho por conhecê-la. À mamã e ao papá da pequena S., curtam muito a vida nova que vos espera!