Há muitas horas que ando a pensar nisto: o Planeta é grande, mas não sei se existe na Terra outra (quase) democracia como a nossa. Em Portugal, 35 anos depois da Revolução de Abril, apenas 35 anos depois da Revolução de Abril, a televisão e a rádio do Estado estendem as respectivas antenas (salvo seja) para saberem o que pensa o povinho sobre o defunto carniceiro que extirpou a Liberdade a milhões durante décadas neste país. Foi ontem, no Antena Aberta da RTPN/RDP Antena1: alguém gostou da redondeza do número e decidiu perguntar sobre os 120 anos que o peçonhento de Santa Comba teria celebrado se ainda por cá andasse. Porquê e para quê? Foi o que perguntei a mim mesmo... Talvez para inaugurar o largo que lhe fizeram lá na terrinha dele? — continuei a perguntar a mim mesmo...
Rebobinar a fita e passar os filmes de outros tempos para consciencializar as mentes de agora não pode implicar que se omita qualquer um dos lados da história, mas não me venham com enredos: o fulano foi mau, e isso, 35 (ou 350, 3500, 35000, etc...) anos depois da Revolução de Abril, NÃO PODE SER ESQUECIDO. Nem mesmo quando os servicinhos públicos tentam pôr umas florezinhas ou descaradamente propagandeiam os rostos do terror e da opressão como grandes estadistas que, sim, pá, fizeram coisas más, pá, mas foi naquela altura e, pá, as ideias deles até eram a olhar para o bem do país, pá, pelo menos nas cabeças deles, pá, pronto, pá, há que saber perdoar, pá, democracia também é isso, pá, saber perdoar, pá, porreiro, pá...
Por mim, p(r)á p*** que os pariu!
Não mexam no Batô
17 years ago