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30.3.09

Bolas...

Enganei-me: percebi que na TV estava a dar notícias sobre Free Porto e, afinal, a conversa é mais do mesmo.

Posto isto, vou recolher à Carcereira e pensar sobre que tipo de cartaz nos reserva Rio para as próximas autárquicas. As fotomontagens da concorrência já estão por todo o lado, senhor presidente!

Yamagushi - duplo «hibakusha»

(outra coisinha, para desanuviar ainda mais)

Tsutomu Yamagushi, um japonês de 93 anos de idade, é o primeiro duplo hibakusha (palavra japosena que designa as pessas afectadas por explosão nuclear) conhecido da história da Humanidade. A 6 de Agosto de 1945, Yamagushi, engenheiro, encontrava-se em Hiroxima, numa reunião de trabalho, quando os EUA lançaram sobre o Japão o primeiro ataque nuclear da história da Humanidade. Três dias depois, quando os EUA lançaram sobre o Japão o segundo ataque nuclear da história da Humanidade, Yamagushi encontrava-se em Nagasáqui, onde vivia, a explicar ao seu chefe como tinha sobrevido ao horror em Hiroxima.

(li no P2 do Público, também no sábado, dia 28 de Março, e não, não leio só os jornais ao sábado, e não, no sábado não estive de papo para o ar)

Extre-Monção

(uma coisinha para desanuviar)

No sábado, 28 de Março, li no Jornal de Notícias que:

Uma mulher de Merufe, em Monção, teve funeral marcado para a quinta-feira anterior, dia 26 de Março. A cerimónia fúnebre não se realizou porque, afinal, a senhora, felizmente, estava viva. Até aqui, nada de insólito, nada de invulgar.
Avancemos na história: o funeral foi marcado após conversa com o padre Américo — cura de três paróquias, Merufe, Barbeita e Podame, reza a notícia, não sei muito bem porquê, mas pronto, registei —, que informado do falecimento da senhora, tratou dos procedimentos habituais em circunstâncias do género. A agência funerária contratada fez deslocar os seus funcionários ao hospital onde tinha sido internada dias antes (terça-feira), e quando ia recolher o féretro, a senhora morta estava viva. Quem tinha, então, despachado a senhora? Um irmão da senhora: o homem recebeu uma chamada do hospital a informá-lo que a irmã permaneceria mais alguns dias internada para ser submetida a uma biópsia, e não para ser sujeita a uma autópsia, como o senhor entendeu...

O recorde é dele, buááááá!

(ainda a propósito de, bzzzt!, choques tecnológicos)

Um amigo meu deu de caras, por estes dias, com a informação: segundo a box Zon dele, na noite de 31 de Dezembro de 1969 (mil novecentos e sessenta e nove; MCMLXIX), às 23 horas e 59 minutos em ponto, foram alugados em casa dele, pelo serviço home video, nada mais nada menos do que 50 filmes. À data do aluguer, o meu amigo tinha nove meses de idade.

Não precisava que ele me contasse toda esta curiosidade para saber que ele é um tipo competitivo. Mas ainda estou para recuperar da inveja: na mesma data e à mesma hora, eu, que ainda estava para nascer, só consegui alugar 49 filmes. Buáááá, o recorde não é Meo...

(mais desenvolvimentos desta história nos próximos tempos)

E tu, itas?

Bzzzt! Ando chocado tecnologicamente com o Twitter (com licença, vou só aqui à janelinha ao lado a ver se não me enganei a escrever a palavra... que não, não me enganei, siga a prosa), mais uma ferramenta ao dispor dos cibernautas e outros viciados na Internet, mais um espantoso instrumento de comunicação e, já me tentarem fazer crer, também a plataforma que já alimenta e na qual, num futuro assim mais ou menos imediato, assentarão todos canais e os órgãos de informação.

Bzzzt! Antes do primeiro Sócrates ter anunciado que ia chocar o país tecnologicamente, já eu andava chocado com algumas novidades da Internet. Logo no boom nacional da dita, com o aparecimento dos primeiros chats, mircs ou pircs ou lá como se chamava aquilo, tentaram fazer-me acreditar que a net ia varrer imediatamente (assim mesmo, do dia para a noite) do mapa todo o género de comunicações e meios de informação tal como eram conhecidos. Depois, com a evolução do processo para o Messenger até me disseram para acabar com o telefone em casa, quanto muito podia manter o telemóvel, porque o sem fios seria adaptável a esse espantoso salto tecnológico, como efectivamente é, devo reconhecer, embora o meu sem fios continue orgulhosamente a servir para as mesmíssimas funções: fazer e receber chamadas, enviar e receber umas sms.

Bzzzt! De choque em choque, continuo a comunicar-me pelo telefone com fios, continuo a ver televisão no televisor, continuo a ouvir cd's (e o vinil só está parado por uma questão de preservação da colecção que me custou muito dinheirinho), continuo a ler jornais, revistas, livros, etc... em papel, continuo a ouvir rádio num rádio, continuo a cozinhar no fogão, continuo a guardar a cerveja no frigorífico, e continuo, acima de tudo, a preferir falar olhos nos olhos com toda a gente, sem ter a mínima pachorra para um Twitter que evoluirá para um outro estado de graça até dar a vez a outra coisa qualquer. Até lá, sigo na minha, a pensar que somos um povo muito evoluído a consumir estas coisas da tecnologia, mas não abram a boca de espanto nem me espanquem sempre que disser: «Eu? Não, não tuíto... Porquê, tu itas?»

23.3.09

Dois anos

Dois anos é quanto este blog vai celebrar dia 25 deste mês. Não ando com tempo para escrever, ainda que todos os dias me passem coisas pela cabeça para descarregar aqui.
Seja como for, ao cabo de dois anos, o Porto mantém-se a treta do costume. Vêm aí eleições e pode dar-se o caso de as coisas mudarem. Ou não. Pessoalmente, voto no ou não, mesmo que a câmara mude de mãos, de um presidente para uma presidente, de um presidente a quem a boca lhe fugiu há dias para a «merda» em reunião do executivo, para uma presidente que, se for eleita, jura abandonar as funções que exerce em Bruxelas para se dedicar inteiramente à autarquia — tocante!