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21.7.08

Andam feitos!

O pequeno J. é bestial e só preciso de olhar para os olhos da A. para ter a certeza disso. Há uma hora e qualquer coisa, encostei a cabeça à barriga dela. Ele despachou-me um pontapé na orelha esquerda e ela pôs-se a rir. Ele e ela andam feitos um com o outro e eu fico mesmo, mesmo, mesmo, mesmo derretido por ambos.

Ei-los!


Quero lá saber se passaram 30 anos, quero lá saber se dizem que eles estão mais para lá do que para cá, quero lá saber se eles se reagruparam para ganhar dinheiro, quero lá saber das boas e das más línguas. Eu quero é ir lá vê-los, nem que seja a pé... Porque, quando os comecei a ouvir, lá muito para trás, mesmo muito, pensava que nunca, mas nunca mesmo, teria oportunidade de assistir a um concerto deles, até porque a banda já se tinha desmembrado. Carreguei durante uns anitos essa maldita frustração. Eu e muitos como eu.

Mas deu-lhes na cabeça ou nas carteiras ou nas duas coisas para se juntarem outra vez, e finalmente vão passar por cá, por este rectângulo deprimido à beira-mar. Tenho pena que seja só agora, tenho pena que eles não tragam, propriamente, uma mensagem nova, mas não irei ao concerto à procura de um grande concerto ou de uma mensagem nova. Faz de conta que é como ir a um museu ver aquele quadro famosíssimo que só conhecemos dos livros. Quero ir para poder dizer: já não morro sem ver estes.

12.7.08

Palavra ou expressão cabeludas, precisa-se...

Há uma semana que dou voltas e mais voltas à cabeça e ainda não encontrei uma palavra ou uma expressão suficientemente cabeludas para classificar isto: 1,65 euros foi quanto eu e a A. pagámos por meia hora de utilização do parque de estacionamento dos Clérigos.