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22.4.08

Sobrinha

Conversa entre a minha mãe e a minha fantástica sobrinha, quase oito anos de idade...

A minha mãe — Então, se o bebé da A. e do tio for uma menina, qual será o nome?
A minha sobrinha — Ó avó, não sei...
AMM — E se for um menino?
AMS — Se for um menino... Já sei! Peter Pan!

Por mim, compro.

Sobrinho

Conversa, ao telefone, com o meu fantástico sobrinho, quase cinco anos de idade...

Sobrinho — O bebé já nasceu?
Eu — Ainda não, ainda não... Temos de esperar mais um pouquinho, está bem?
S — Sim, está bem...

O meu sobrinho anda farto de ser o mais novo da família e, recentemente, partilhou essa preocupação com os pais. O assunto chegou aos meus ouvidos e eu prometi ao miúdo que ele ia deixar de ser o mais novo da família...

Cuidado com as vossas almas

Há uma hora e qualquer coisinha que chegámos a casa, eu, a minha A. e o feijãozinho, vindos do concerto do Nick Cave & The Bad Seeds, aqui mesmo, neste Porto ainda mais soturno por causa da chuva. Nos últimos tempos, passei os olhos pela crítica e li não sei quantas opiniões sobre o novo álbum do Nick Cave, li que o homem anda a fazer as pazes com Deus, li que o homem anda a soltar os cães sobre Deus, li que nem uma coisa nem outra, que o homem anda meio feito com Deus, meio feito com o diabo, li tanta coisa que fui desconfiado para o concerto, mas com trabalho de casa feito: ouvi o disco nas últimas semanas e, sinceramente, gostei muito.
Consta que, na véspera, o concerto em Lisboa tinha sido muito bom e fiquei a desejar que o do Porto fosse melhor. Se foi, não sei, mas acredito que não saiu a perder. O homem fez-me recuar aí uns vinte anos, quando o vi pela primeira vez, no Rivoli, com outras sementes más ao lado. Hoje o artista, que já viveu no Brasil, sabe dizer «obri fucking gado» e «obrigado», e em português agradeceu para aí umas mil vezes os aplausos e os delírios do público, sem perceber quase nada do que lhe disseram a ele. Ainda bem para o artista, pior para mim que tinha muito perto um improvável grupo de grunhos para um concerto do género. Acontece.
Foi a terceira ou quarta vez que assisti a um concerto do Nick Cave e deste último guardo as melhores impressões. A minha A. também gostou e o feijãozinho não se queixou nem um bocadinho.
A caminho do 51 anos de idade (22 de Setembro), o australiano continua a ser uma descarga de alta voltagem, como já se tinha (re)visto no projecto Grinderman. Não regressou, propriamente, dos mortos com Dig, Lazarus, Dig!!!, mas desenterrou uma parte dele próprio que, percebe-se agora, esteve a maturar na sombra, nos bastidores das experiências mais recentes, para se libertar outra vez e nos levar a alma a todos... Oh, Deanna, o gajo tinha mesmo razão!!!

14.4.08

A propósito do micro-ondas dos meus vizinhos

Não parecia, ou talvez parecesse, mas a verdade é que a história do micro-ondas ainda não terminou. Se me descontrolar, tenho assunto para escrever para aí mais uns quatro ou cinco capítulos, e é assim porque, paralelamente ao micro-ondas, outros aparelhinhos da casa dos meus vizinhos também resolveram cruzar-se com a minha vida. Julgo que terei oportunidade para condensar tudo na mesma narrativa (uau, grande palavrão!). Portanto, não desespereis, ou desespereis, enfim, isso é convosco.

Um abraço

Aniversário

Estimadas e estimados: esta treta de blog já fez um ano (25 de Março, só agora reparei). Obrigado pelos presentes que vão deixando. São a parte mais importante disto tudo. Sobretudo quando penso nos presentes que, na rebeldia da adolescência, às vezes deixava à porta dos outros...

Um abração!

12.4.08

Feijão, feijão...

Desaba o céu sobre a cidade, chove a potes, julgo ter visto um relâmpago, e está bem assim, Abril, águas mil, há-de vir um Maio maduro, já com o feijãozinho bem mais crescidinho e eu e ela cada vez mais mortinhos por lhe pôr as mãos e a vista em cima. Posto isto, vou trabalhar. Um saravá!

2.4.08

Às estimadas e aos estimados

Às estimadas leitoras e aos estimados leitores: a minha correspondência às vossas eventuais expectativas será fraquíssima. A produção de textos tem sido demasiado baixa até para o meu gosto e da diversidade de tretas prefiro nem falar. Mas procuro compensar-vos com um aviso: a partir de Novembro, se tudo correr bem e se Deus quiser, terei ainda menos tempo para escrever no blog. Façam as contas e cheguem às vossas conclusões. Eu já cheguei à minha: há momentos emocionalmente poderosos que nos fazem mesmo ver a vida com outros olhos. Hoje amo ainda mais os meus pais, e já só tenho a minha mãe entre nós.

Um xi, voltarei assim que puder, antes de Novembro, com certeza.