
Na segunda-feira, dia 30 de Abril, à saída deste mês e à entrada de mais um Maio maduro, José Mário Branco vai actuar na Casa da Música, acompanhado por uma carrada de gente menos ilustre ─ e devo ser sincero, alguns dos que vão subir ao palco não faço a mínima ideia quem são. Para mim é irrelevante quem fará pano de fundo neste concerto, o que me interessa mesmo é ver e ouvir José Mário Branco, referência de irreverência, resistência, liberdade e, também muito importante para mim, alguém que caminhou lado a lado com José Afonso. Há trabalho de José Mário Branco na obra superlativa de Zeca, e se não tive oportunidade de ver Zeca ao vivo ─ por desvios de destinos, nem em pequeno passei em espectáculos dele (e lembro-me muito bem do ar pesado lá em casa quando Zeca morreu) ─, tenho agora a oportunidade de rever José Mário Branco, que me recordo (e é uma recordação assim fraquinha, fraquinha) de ter visto em criança. Portanto, na noite do dia 30 de Abril, à entrada de mais um Maio maduro, lá estarei na Casa da Música para o concerto de José Mário Branco. E o resto serão cantigas...
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